Champignon é velado em Santos

O músico da banda Charlie Brown Jr. foi encontrado morto seis meses após o falecimento de Chorão

São Paulo. O velório do músico Luiz Carlos Leão Duarte Junior, 35, o Champignon, foi realizado na noite de ontem no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos (72 km de SP). Inicialmente, o local ficou restrito somente à família e aos amigos do artista. No fim da noite de ontem, o acesso também foi liberado aos fãs. O enterro será às 15h de hoje no mesmo local.

O guitarrista Marcão, do Charlie Brown Jr, chega ao cemitério. Champignon era baixista da banda que tinha Chorão como vocalista Foto: Lucas batista/ folhapress

Champignon foi encontrado morto na madrugada de ontem com um tiro na boca em seu apartamento no Jardim Caboré, na zona oeste de São Paulo. A polícia registrou o caso como suicídio. Segundo a polícia, ele sofria com um quadro depressivo por conta das críticas que sua nova banda estaria recebendo. A informação é da delegada Sueli Suegama, do 89º DP (Morumbi), que investiga o caso.

Banda

Champignon ficou famoso como baixista da banda Charlie Brown Jr., que fundou com o amigo Chorão, Alexandre Magno Abrão, 42, encontrado morto em março de 2013. Depois da morte dele, Champignon passou a ser vocalista de uma nova banda chamada A Banca.

A delegada disse não ter encontrado vestígios de drogas ou de antidepressivos no apartamento do músico. Em depoimento, a mulher de Champignon, Cláudia Campos, disse que o músico não usava drogas e que era "tranquilo". Cláudia estava grávida de cinco meses. O baixista tinha uma outra filha de 7 anos, de um casamento anterior. A mulher do músico foi levada por amigos a um hospital da região em estado de choque.

Segundo a delegada, a morte de Chorão também afetou o baixista. Na nova banda, Champinon cantava músicas do Charlie Brown Jr. em homenagem ao amigo Chorão.

Segundo a polícia, Champignon fez um disparo para testar a arma antes de atirar contra a própria cabeça. O tiro atingiu a parede do apartamento e foi efetuado com uma pistola calibre 380. Além da pistola usada para se matar, o cantor teria ainda uma espingarda calibre 12 em casa. As duas armas estavam registradas em nome do músico.

O corretor Alexandre Benaion, vizinho de Champignon, disse ter ouvido um barulho de tiro vindo do apartamento do músico por volta da 0h, seguido de gritos da mulher dele.

Eles haviam chegado cerca de dez minutos antes de um jantar com um casal de amigos, em um restaurante japonês, onde teriam discutido. 
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